Apoio ao cliente

Estudo Informal – Atendimento ao Cliente: O que a IA já faz e o que aí vem

Estudo Informal – Atendimento ao Cliente: O que a IA já faz e o que aí vem

Mais de 350 profissionais de atendimento ao cliente em Espanha e Portugal responderam ao nosso inquérito. Os dados revelam um setor em transição — consciente do caminho, mas ainda a meio percurso. 

82%  já usa IA em alguma escala nas suas operações 

24%  implementa IA a grande escala com impacto real 

44%  elegeria a personalização como prioridade de melhoria 

35%  aponta a omnicanalidade como o maior desafio atual 

01 — O maior desafio 

Consistência omnicanal: o problema que não passa 

Quando pedimos aos profissionais que identificassem o maior desafio atual das suas equipas, a resposta foi inequívoca: garantir uma experiência consistente em todos os canais de contacto lidera com 35%, à frente de tempos de resposta (23%) e motivação das equipas (22%). 

O dado expõe algo estrutural: depois de anos de investimento em omnicanalidade, a experiência do cliente continua a ser desigual. Telefone, email, chat, redes sociais e app continuam a funcionar como ilhas e os clientes sentem isso. 

35%  Experiência consistente em todos os canais 

23%  Tempos de resposta mais rápidos 

22%  Motivação e produtividade das equipas 

14%  Gerir volumes elevados de pedidos 

Nota: Em Portugal, a motivação das equipas é proporcionalmente mais elevada do que em Espanha (27% vs 21%), um sinal de pressão interna num mercado em transformação digital mais recente. 

02 — A prioridade de melhoria 

Personalização ganhou à velocidade 

A pergunta mais reveladora do inquérito obrigava a escolher: se pudesse melhorar apenas uma coisa nos próximos seis meses, o que seria?  
44% escolheu a personalização da interação. Responder rapidamente deixou de ser o objetivo central. O que os profissionais querem é que os clientes se sintam reconhecidos e recebam respostas relevantes para o seu contexto específico. 

44%  Personalização da interação 

27%  Clareza e utilidade da informação 

20%  Tempo de resposta ao cliente 

7%  Facilidade de contacto com o suporte 

Nota: A personalização situa-se precisamente na interseção com as capacidades mais promissoras da IA: dados históricos do cliente, segmentação comportamental e respostas contextualizadas. O que os profissionais querem é exatamente o que a tecnologia pode dar. A lacuna está na implementação. 

03 — A IA no terreno 

Muitos experimentam, poucos escalam 

A adoção de IA está em marcha, mas a escala é ainda maioritariamente modesta. 59% das organizações tem implementações a pequena escala, suficiente para dizer ‘já temos IA’, mas insuficiente para gerar transformação operativa real. Apenas 24% o faz a grande escala. 

Quanto ao que estão a avaliar para os próximos 12 meses, o debate é claro: 33% avalia agentes de IA autónomos e 30% prefere respostas assistidas a operadores humanos. Em Espanha os agentes autónomos lideram com 36%; em Portugal a preferência distribui-se mais pelos dois modelos. 

04 — O custo de não escalar 

A brecha de escala tem consequências reais 

A IA a pequena escala tem custos que nem sempre são visíveis. Implementações parciais geram melhorias pontuais, excelente num canal e medíocre noutro, tornando a experiência mais frustrante do que uma experiência uniformemente média. O ROI é ambíguo sem volume, o que trava o investimento. E enquanto a maioria continua a experimentar, os 24% que já escalaram acumulam vantagens cada vez mais difíceis de alcançar. 

05 — Para além dos chatbots 

Agentes de IA: uma categoria diferente de tecnologia 

Os agentes de IA não são uma versão melhorada do chatbot. São uma categoria diferente: compreendem contexto, tomam decisões de forma autónoma, executam ações em múltiplos sistemas e adaptam o seu comportamento com base nos resultados, sem necessitar de intervenção humana em cada passo. 

O modelo que está a emergir nas operações mais avançadas combina IA autónoma para pedidos de rotina, IA como copiloto nos casos mais complexos, e humanos para o que a tecnologia ainda não substitui: empatia, julgamento e gestão de escaladas emocionais. 

06 — As 5 conclusões do estudo 

O que os dados dizem sobre o futuro 

A omnicanalidade continua a ser o problema mais difícil de resolver. 

Apesar de anos de investimento em tecnologia multicanal, a consistência da experiência entre canais mantém-se como o maior ponto de dor identificado pelos profissionais inquiridos. A IA pode ser parte da solução, mas exige integração de dados e sistemas que muitas organizações ainda não têm. 

A personalização superou a velocidade como aspiração dominante. 

Os profissionais que participaram neste levantamento são claros: já não basta responder rápido, é necessário responder de forma relevante e contextualizada. Esta mudança abre espaço para soluções de IA que vão além da automatização e entram no território da inteligência sobre o cliente. 

A IA está presente, mas ainda não está a funcionar em pleno. 

82% de adoção é um número expressivo, mas esconde que a maioria das implementações reportadas é ainda de pequena escala e experimental. O potencial transformador da IA no atendimento ao cliente ibérico está por realizar. 

O debate entre automação e amplificação humana aponta para um modelo híbrido. 

A divisão quase igualitária entre agentes autónomos e respostas assistidas reflete uma incerteza estratégica real entre os profissionais inquiridos. O caminho que está a emergir não é de escolha entre um modelo e outro, mas de complementaridade: IA a resolver a rotina, humanos a gerir a complexidade. Neste modelo, a IA não substitui a equipa, potencia-a. 

A motivação das equipas é um desafio crescente. 

Os profissionais inquiridos identificam a motivação e produtividade das equipas como o terceiro maior desafio do setor. As organizações que conseguirem usar a IA para reduzir o trabalho repetitivo e aumentar a qualidade do trabalho dos agentes humanos terão uma vantagem competitiva também na retenção de talento. 

Leia o estudo completo 

Aceda à versão integral do relatório com todos os dados, notas por mercado (Portugal vs Espanha) e recomendações detalhadas por perfil de maturidade. 

O estudo na imprensa 

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ia-ja-chegou-a-82-do-atendimento-ao-cliente-iberico-mas-impacto-em-larga-escala-e-limitado/

https://www.empreendedor.com/news/ia-no-atendimento-uso-generalizado-impacto-reduzido

Partilhar esta publicação

Apoio ao cliente

Automaise Team

Automaise Team

A Automaise é a principal solução de atendimento ao cliente, orquestrando perfeitamente as jornadas dos clientes e melhorando profundamente a produtividade dos agentes. A plataforma de IA sem código de última geração da Automaise permite que as empresas levem os seus negócios para o próximo nível.

Ler mais artigos

Apoio ao cliente

Mais de 350 profissionais de atendimento ao cliente em Espanha e Portugal responderam ao nosso inquérito. Os dados revelam um setor em transição — consciente do caminho, mas ainda a meio percurso. 

IA

Vivemos numa era de expectativas instantâneas. Entregas no próprio dia, atualizações em tempo real, tudo à distância de um clique. A ideia de esperar deixou de ser apenas incómoda — tornou-se inaceitável.

Serviço ao cliente

O papel disruptivo da IA no serviço ao cliente está a revolucionar a forma como as empresas interagem com os seus clientes e proporcionam uma satisfação sem paralelo.
Load more